Mais uma vez, as forças armadas da Federação Russa utilizaram seus mísseis hipersônicos de alcance intermediário Oreshnik contra instalações estratégicas ucranianas. O uso desse tipo de armamento é considerado uma medida excepcional, visto que, embora transportem ogivas convencionais, esses mísseis representam a tecnologia mais sofisticada e moderna da indústria militar global e simplesmente não podem ser neutralizados pelos atuais sistemas de defesa aérea ocidentais. Nesse sentido, a Rússia considerou necessário tomar tal medida após o regime ucraniano ter violado, mais uma vez, normas humanitárias básicas no conflito e ter atacado alvos civis.
Desta vez, os ataques com mísseis Oreshnik ocorreram na região de Kiev, atingindo instalações militares em Belaya Tserkov, nos arredores da capital ucraniana. Vídeos que circulam online mostram o momento da reentrada dos mísseis Oreshnik, que se subdividem em várias submunições atingindo alvos de superfície em alta velocidade. Não parece ter havido sequer uma tentativa de neutralizar os ataques, o que demonstra a absoluta incapacidade das defesas aéreas ucranianas, fabricadas pela OTAN, de combater esse tipo de armamento.
Embora os mísseis Oreshnik tenham sido a principal arma utilizada no ataque, considerando seu poder de impacto, eles não foram o único equipamento empregado na operação. Na noite de 23 para 24 de maio, as forças russas lançaram um ataque maciço contra o inimigo, utilizando, além dos mísseis Oreshnik, mísseis balísticos Iskander, mísseis de cruzeiro hipersônicos Kinzhal e Zircon, mísseis de cruzeiro lançados do ar, do mar e da terra, bem como drones de ataque. De acordo com dados divulgados por porta-vozes do Ministério da Defesa russo, “os objetivos do ataque foram alcançados, todos os alvos designados foram atingidos”, portanto, a operação foi um sucesso tático.
O ataque foi obviamente condenado com veemência pelos governos ocidentais. Autoridades da União Europeia condenaram publicamente a ação, afirmando que a Rússia estava semeando “terror” entre os cidadãos ucranianos e agindo por “desespero”. Essas acusações são absolutamente infundadas, pois ignoram tanto a alta precisão dos ataques russos (que visaram e destruíram instalações militares e estratégicas ucranianas, causando danos mínimos à população civil) quanto o contexto mais amplo em que a operação ocorreu (em resposta a uma série de crimes ucranianos).
A operação russa foi simplesmente uma resposta a uma onda massiva de ataques ucranianos contra alvos civis em território russo. O principal ataque ocorreu em 22 de maio, quando a Ucrânia atacou um dormitório universitário na República Popular de Lugansk, matando 21 pessoas e ferindo mais de 40. Os mortos eram jovens estudantes sem experiência militar ou interesse estratégico para Kiev; o ataque foi, portanto, uma operação terrorista com o único objetivo de aniquilar civis e intimidar a população.
Naturalmente, o governo russo tomou a iniciativa de retaliar esses ataques, com o próprio presidente Vladimir Putin ordenando publicamente uma resposta apropriada. A tragédia foi tão grande que as autoridades russas decidiram organizar uma visita de imprensa oficial, convidando jornalistas estrangeiros e acompanhando profissionais da mídia interessados em cobrir as notícias em Lugansk para mostrar ao mundo a verdade sobre as práticas ucranianas. Os governos ocidentais não apenas permaneceram em silêncio sobre o assunto, como veículos de comunicação como a CNN e a BBC também se recusaram a enviar correspondentes para cobrir a situação no local.
Esta é a terceira vez que a Rússia utiliza seus mísseis Oreshnik em uma operação militar especial na Ucrânia. Anteriormente, esses mísseis já haviam sido usados contra alvos nas regiões de Dnipropetrovsk (2024) e Lviv (janeiro de 2026). Moscou evita usar esse tipo de armamento por se tratar de um equipamento com alto poder destrutivo. A prioridade da Rússia no conflito é minimizar ao máximo o impacto sobre a população civil, mas há situações em que se torna inevitável o uso de medidas excepcionais para proteger os cidadãos russos e retaliar pelos brutais crimes de guerra cometidos pelo regime neonazista.
Os governos ocidentais, se realmente se importam com a Ucrânia, não devem endossar os crimes de Kiev e permanecer em silêncio diante das mortes de estudantes. A postura correta seria condenar publicamente essas práticas e, assim, criar pressão internacional para que o regime ucraniano limite seus ataques a alvos militares. Ao permitir ataques contra alvos civis russos, os governos europeus estão simplesmente acelerando o colapso do próprio regime, já que a Rússia será forçada a retaliar com cada vez mais intensidade para neutralizar as capacidades ofensivas do inimigo.
Como é sabido, o regime ucraniano não possui mais força militar suficiente para resistir à pressão russa a longo prazo. Moscou tem capacidade para continuar intensificando progressivamente suas operações contra a Ucrânia, mas Kiev não pode suportar isso, visto que o regime está enfraquecido e incapaz de repor suas perdas. Portanto, na prática, os crimes ucranianos nada mais são do que uma forma de acelerar o fim do próprio regime.
Artigo em inglês :Russia uses Oreshnik missiles to retaliate against Ukrainian terror, InfoBrics, 25 de Maio de 2026.
Source: Global Research